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Bessent e Warsh: Alinhamento sobre os Treasuries em 2026
Scott Bessent destaca a robustez do mercado de Treasuries e a necessidade de decisões ponderadas em meio a incertezas econômicas.
Reprodução Redes Sociais
31/08/2026, 13h36 Atualizado: 31/08/2026, 13h40
Em uma recente entrevista à CNBC, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, revelou que ele e o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, compartilham uma visão comum sobre os desenvolvimentos no mercado de Treasuries. Bessent destacou que, neste mês, o mercado de renda fixa americano se mostrou robusto, com o rendimento do título de 30 anos em queda e o do título de 10 anos se mantendo estável. "Ninguém mais no grande cenário dos títulos pode afirmar o mesmo. Desde que o presidente Trump assumiu, o rendimento do título de 10 anos não se alterou."
Ao discutir o papel do Tesouro no mercado, ele enfatizou que o objetivo não é mudar a trajetória dos juros, mas sim moderá-los. Até o momento, não foram realizadas compras. "O trabalho dos jornalistas financeiros e dos gestores de fundos de hedge é acelerar as coisas. O meu papel é desacelerar o ritmo e garantir que as decisões sejam baseadas em dados concretos, mostrando aos participantes do mercado que a situação pode não ser tão simples quanto parece", explicou.
Duas semanas atrás, o Departamento do Tesouro anunciou um aumento, "em pelo menos duas vezes", no tamanho das operações de recompra para títulos de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos. O limite atual de US$ 2 bilhões por operação será elevado para, no mínimo, US$ 4 bilhões. Essa iniciativa é vista como uma tentativa de controlar os juros de longo prazo, refletindo preocupações fiscais e incertezas sobre a política monetária futura.
Além disso, houve discussões sobre como a abordagem de Bessent poderia impactar algumas das mudanças sugeridas por Warsh no Fed, especialmente no que diz respeito à necessidade de sinais mais claros dos operadores sobre as condições financeiras. Quando questionado sobre o futuro da política monetária, Bessent evitou previsões, mas mencionou que a economia americana enfrenta choques de oferta, e que, em tais situações, aumentar os juros não seria a solução, a menos que surgissem efeitos de segunda ou terceira ordem. "A inflação subjacente tem permanecido muito controlada", afirmou.
Essa posição de Bessent contrasta com as declarações mais recentes de Warsh em Jackson Hole, que foram consideradas mais inclinadas a um aumento das taxas de juros. Warsh destacou que as autoridades precisam ter confiança de que a inflação subjacente está "progredindo em direção à nossa meta de forma clara e em um ritmo adequado. Caso contrário, teremos trabalho pela frente. Esse é o nosso dever, nosso mandato e nossa missão."
Além disso, Warsh observou que, embora os dados do PCE e do CPI dos últimos meses tenham sido mais favoráveis do que o esperado, eles não indicam uma melhora significativa nas tendências subjacentes. De acordo com informações do CME Group, atualmente, 69,9% das apostas apontam para um aumento de 0,25 ponto percentual pelo Fed em setembro.


