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BC Mantém Juros para Controlar Inflação em Setembro de 2026
Banco Central reafirma compromisso com a política de juros para alinhar expectativas de inflação e minimizar impactos econômicos.
Arte/g1
Data de publicação original: 22/09/2026, 12:00
O Banco Central reafirmou, nesta terça-feira (22), que continuará a conduzir a política de juros com "perseverança, firmeza e serenidade". O objetivo? Ajudar na chamada "reancoragem das expectativas", que visa alinhar as projeções de inflação às metas estabelecidas para os próximos anos, tudo isso com um custo menor para a economia.
Essa informação foi divulgada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu na semana passada. Nela, ficou decidido que a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo.
BC Corta Juros pela 5ª Vez, Mas Nova Queda é Incerta
➡️ O Banco Central não se comprometeu a indicar os próximos passos em relação à taxa de juros, deixando espaço para decisões que forem consideradas necessárias nas reuniões futuras do Copom. Na semana passada, o mercado financeiro começou a apostar em um novo corte ainda este ano, prevendo que a Selic possa terminar 2026 em 13,50% ao ano.🔎 A Selic é, sem dúvida, o principal instrumento do BC para controlar a inflação, que afeta principalmente a população mais vulnerável. Quando a taxa aumenta, o crédito se torna mais caro, o que, por sua vez, reduz empréstimos e investimentos, diminui o consumo e ajuda a conter a inflação.
Análise do Copom sobre a Inflação
O Copom observou que as "evidências de transmissão" dos juros altos para a atividade econômica "têm se acumulado gradualmente". Além disso, o Banco Central reconheceu que fatores como os "choques de oferta", exemplificados pela recente alta do petróleo devido a tensões no Oriente Médio, estão exercendo uma "influência relevante" tanto sobre a inflação atual quanto sobre suas projeções futuras.O Banco Central também notou que as "leituras mais recentes" indicam uma queda na inflação ao consumidor, tanto no índice geral quanto nas médias das medidas subjacentes. Contudo, é importante ressaltar que as expectativas de inflação dos agentes econômicos para os anos seguintes ainda permanecem acima da meta estabelecida.
Impacto da Política Fiscal na Economia
A autoridade monetária avaliou também que a chamada "política fiscal", que se refere às contas públicas, tem um impacto de curto prazo ao estimular a demanda agregada, ou seja, aumentando os gastos na economia. Porém, essa política também possui uma "dimensão mais estrutural", que pode afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e influenciar os juros de mercado, especialmente em relação à emissão de títulos públicos.Para concluir, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reafirmou sua "firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas". O ponto aqui é que, segundo o debate do Comitê, é fundamental que haja uma harmonia entre as políticas fiscal e monetária.
Quando se trata de definir a taxa de juros, a instituição opera com base em um sistema de metas. Se as projeções de inflação estiverem alinhadas com essas metas, a redução dos juros é viável. Se estiverem acima, a história pode ser bem diferente.