Bastidores da Campanha de Flávio Bolsonaro: Nomes-Chave para Governo

Bastidores da Campanha de Flávio Bolsonaro: Nomes-Chave para Governo

Aliados discutem nomes estratégicos para um futuro governo de Flávio Bolsonaro, com foco em articulações políticas e econômicas.

•3 min de leitura•Fonte original

Vittor Sales

Apresentadora do Estúdio i, na GloboNews.

19/10/2026 08h44 Atualizado 19/10/2026

Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro, aliados estão em plena discussão sobre possíveis nomes e funções para um eventual governo. A lista inicial está sendo dividida entre setores políticos, econômicos e jurídicos, o que demonstra a seriedade das articulações que estão acontecendo.

Nesse cenário, Guilherme Derrite se destaca como o principal nome para o Ministério da Justiça. Já para a Fazenda, estão sendo considerados Roberto Campos Neto, Alexandre Betamio, Marcelo Kayath e Adolfo Sachsida.

Um movimento que vem ganhando força é a possibilidade de enviar Eduardo Bolsonaro para a embaixada dos Estados Unidos. Além disso, Jorge Oliveira e Maria Cláudia Bucchianeri também aparecem como opções para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os envolvidos na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já começam a discutir seriamente quem ocuparia posições-chave em caso de vitória nas eleições. Nos bastidores, as conversas giram em torno de quais seriam os nomes de confiança do senador e como acomodar as diferentes demandas políticas em uma possível administração.

Um dos pontos mais relevantes desse planejamento diz respeito ao Ministério da Justiça e ao Senado. Guilherme Derrite é, de acordo com o que se comenta, o favorito para liderar essa pasta. Recentemente, em entrevista ao Estúdio i, ele negou qualquer convite ou discussão a respeito desse cargo.

Além disso, a expectativa é de que, caso Flávio vença, Derrite deve assumir um papel no Executivo, o que possibilitaria a ascensão de Vicente Santini — que é suplente de Derrite — no Senado. Essa articulação é reforçada pelos laços históricos da família de Santini com Jair Bolsonaro, além da trajetória de Santini no governo anterior e a relação de seu pai com o ex-presidente.

Na esfera econômica, os nomes em consideração são bem conhecidos, tanto do governo Bolsonaro quanto do mercado financeiro. Entre as opções para o Ministério da Fazenda, destacam-se Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, Alexandre Betamio, Marcelo Kayath e Adolfo Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia.

Outro aspecto crucial é a articulação política, fundamental para garantir a sustentação de um possível governo. Nesse contexto, Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e o senador Eduardo Gomes, que atuou como líder do governo Bolsonaro no Congresso, aparecem como nomes relevantes nas conversas sobre a Casa Civil e a interação com o Legislativo.

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O senador Rogério Marinho também figura como uma peça importante nesse jogo. Com forte proximidade à família Bolsonaro e experiência tanto no Executivo quanto no Congresso, Marinho é cogitado tanto para a Casa Civil quanto para a disputa pela presidência do Senado. O futuro dele dependerá, naturalmente, da dinâmica de forças no Congresso e dos acordos que forem estabelecidos após a eleição.

Entretanto, o mapa de possíveis nomes não se restringe apenas a figuras mais conhecidas. Dentro do círculo de confiança de Flávio, um nome que merece destaque é o do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão. Ele é visto por muitos como um amigo íntimo, conselheiro e uma figura estratégica para o senador, tendo influência significativa nas decisões e articulações que estão sendo feitas.

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