Bancos e Empresas de Criptomoedas Investem em Stablecoins
Pesquisa revela como stablecoins estão moldando transações internacionais no Brasil, com foco em segurança e eficiência.
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Data de publicação original: 12/08/2026, 17:10
Atualizado em: 12/08/2026, 13h49
No cenário atual, bancos e prestadoras de serviços de ativos virtuais, conhecidas como VASPs, estão enxergando as stablecoins no Brasil de forma pragmática. Essas moedas digitais funcionam como uma infraestrutura que facilita câmbio, transações internacionais e pagamentos corporativos. Essa percepção foi revelada por uma pesquisa realizada pela KPMG em colaboração com a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto).
O estudo, que abrangeu o período entre 12 de janeiro e 8 de junho de 2026, foi conduzido com executivos das instituições financeiras e das VASPs, sendo que 70% das empresas participantes pertencem ao setor cripto e 30% são bancos tradicionais.
A pesquisa mostrou que 80% dos entrevistados já emitiram uma stablecoin, enquanto 20% têm a intenção de fazê-lo no futuro. Vale ressaltar que o estudo não divulga quais instituições participaram nem o número exato de entrevistados.
Quando questionados sobre a principal função de uma stablecoin, 33% dos respondentes acreditam que ela deve se concentrar em facilitar transações internacionais. Outros 20% mencionaram a importância da integração com serviços financeiros digitais, e um percentual igual destacou a liquidez para empresas. Os pagamentos representam 13% das respostas.
Ao analisar o público-alvo, as empresas se destacam com 34% das menções. Instituições financeiras, consumidores em geral e comerciantes ou prestadores de serviços ficaram empatados, cada um com 22%. Essa tendência de foco em câmbio e uso corporativo também se reflete nas previsões para o setor.
Quando questionados sobre o futuro das stablecoins no sistema financeiro brasileiro, 50% dos participantes apontaram a infraestrutura para pagamentos e câmbio internacional como um aspecto crucial. Outros 30% acreditam que o uso dessas moedas se concentrará na liquidação da tokenização de ativos, enquanto 20% preveem uma adoção mais voltada para o âmbito institucional.
Além disso, a pesquisa trouxe à tona a preocupação do setor com as exigências de lastro e transparência no uso das stablecoins. Para 67% dos entrevistados, o modelo ideal de emissão deve contar com um lastro 100% garantido por reservas em dinheiro ou títulos públicos. A necessidade de auditorias independentes sobre os ativos que servem como lastro foi uma unanimidade. Para 70% dos participantes, a transparência deve ser assegurada por meio da divulgação regular de relatórios sobre as reservas, incluindo detalhes sobre composição, liquidez e localização dos ativos.
Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto, ressalta: “O consenso sobre a auditoria não nos surpreende quando falamos em segurança das reservas. Rigor de auditoria e lastro de qualidade não são entraves à inovação, mas sim a base de confiança que sustenta esse mercado”.
Assim, podemos acompanhar os mercados com nossas ferramentas, sempre atentos às novidades e tendências que surgem nesse universo em constante evolução.
