Banco Central: Estratégia Inovadora para Segurança Cibernética e IA
Projeto corporativo, como é chamado no BC, deverá conter ao menos 16 iniciativas regulatórias, algumas das quais podem ser objeto de consultas públicas
O Banco Central (BC) está se preparando para aprovar, ainda este ano, um projeto ambicioso focado em segurança cibernética, prevenção de fraudes e Inteligência Artificial (IA). Esse plano deve incluir pelo menos 16 iniciativas regulatórias, como revelou Antonio Marcos Guimarães, chefe-adjunto do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), durante um evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Esses projetos do BC são moldados com base no seu planejamento estratégico. Para a autoridade monetária, trata-se de um esforço temporário empreendido para criar um produto ou resultado único. Vale ressaltar que a percepção sobre a IA tem evoluído; antes, havia uma preocupação predominante em relação à sua possível superioridade sobre a inteligência humana. Hoje, o foco está em uma análise mais crítica dos resultados gerados por essa tecnologia.
Além disso, o plano do BC também deve incluir uma atualização nas regulações sobre ativos virtuais que foram publicadas no ano passado. Essa medida é uma resposta direta ao crescimento da tokenização de ativos. O projeto abordará tópicos essenciais, como o particionamento de chaves privadas, utilizando uma técnica chamada "multi-party computation". Essa abordagem de criptografia permite que várias partes colaborem na execução de funções, aumentando a segurança e a responsabilidade na custódia de ativos digitais.