B3 (B3SA3): Desempenho de Setembro e Expectativas para o Fim do Ano
Setembro trouxe crescimento no volume financeiro da B3, mas desafios permanecem. O foco agora é no promissor quarto trimestre de 2026.

Atualização - 14/10/2026, 10h42
Recentemente, o volume financeiro médio diário no segmento de ações da B3 (B3SA3) alcançou a impressionante marca de R$ 33,421 bilhões em setembro de 2026. Isso representa um crescimento significativo de 45,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, além de um avanço de 10,4% em relação a agosto.
Entretanto, por volta das 10h24 (horário de Brasília), as ações da operadora da Bolsa brasileira enfrentaram uma queda de 3,47%, sendo cotadas a R$ 21,97, em sintonia com a tendência de baixa do Ibovespa.
Embora o desempenho mensal tenha apresentado uma melhora, o JPMorgan classificou a prévia operacional como ligeiramente negativa. O banco apontou que os números do terceiro trimestre ficaram abaixo das expectativas, tanto em relação ao volume financeiro médio diário negociado no mercado de ações, quanto ao volume de contratos de derivativos listados.
• É importante destacar que a recuperação de setembro não foi suficiente para compensar o desempenho mais fraco observado em julho e agosto.
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Hoje, os principais destaques do noticiário corporativo incluem a análise do banco, que ressalta que a prévia, embora relevante, tem um peso limitado quando se considera a expectativa de um quarto trimestre bastante promissor, impulsionado pelo interesse dos investidores nas perspectivas de crescimento da empresa para 2027.
Além disso, o trimestre pode se beneficiar de um pagamento retroativo relacionado aos juros sobre capital próprio (JCP), embora o JPMorgan não o considere uma ocorrência recorrente no médio e longo prazo.
Apesar de uma avaliação operacional menos otimista, o JPMorgan acredita que há espaço para novas altas nas ações da B3, impulsionadas pelo cenário favorável do mercado e pela volatilidade esperada em função das eleições. Desde o início de outubro, os papéis acumularam uma alta de 23%, em comparação com o avanço de 10,5% do Ibovespa.
Com previsões que superam o consenso do mercado, o banco estima que a B3 negocie a 16,2 vezes o lucro projetado para 2027. Em um cenário de valorização contínua, esse múltiplo poderia ultrapassar 18 vezes, chegando até a 20 vezes ou mais, dependendo do custo de capital próprio e do crescimento do lucro por ação.
O JPMorgan já projeta um volume financeiro médio diário superior a R$ 45 bilhões para 2027.
Embora essa estimativa esteja abaixo dos R$ 60 bilhões considerados na semana passada, ainda representa um avanço em relação aos aproximadamente R$ 30 bilhões observados nas tendências do terceiro trimestre. A recomendação para a ação permanece neutra, refletindo a preferência do banco por XP e BTG.
De forma geral, a XP Investimentos avaliou os resultados como neutros. A atividade sólida nas ações, em relação ao ano passado, já era esperada, e os indicadores de balcão, apesar de resilientes, foram parcialmente compensados por volumes mais fracos em FICC listado.
Com base nos dados operacionais divulgados, a XP projeta que a B3 apresente uma receita cerca de 4% abaixo das suas próprias estimativas para o 3T26.
Por sua vez, o Goldman Sachs acredita que a B3 deve registrar uma forte recuperação nos volumes de ações e derivativos no quarto trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das negociações após o primeiro turno das eleições.
