Aumento de Tarifas dos EUA: Impacto nas Exportações Brasileiras
Nova tarifa de 25% pode afetar 45,8% das exportações brasileiras para os EUA, com Sul e Nordeste sendo as regiões mais impactadas.
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O governo dos Estados Unidos está colocando em consulta pública uma nova tarifa punitiva de 25%, que pode impactar 45,8% do valor das exportações brasileiras para os americanos, levando em conta os dados de 2024. Na prática, as regiões Sul e Nordeste são as que devem sentir o peso dessa medida, com tarifas que atingem 84,2% e 53% dos valores exportados, respectivamente. Em São Paulo, por exemplo, a nova tarifa incide sobre 43% das exportações destinadas aos Estados Unidos. Já no Ceará, essa porcentagem é ainda mais alta, com 45% das exportações voltadas para os americanos, e o impacto da tarifa alcançando impressionantes 87,8% do total vendido ao exterior. A proposta da USTR, que fundamenta essa nova tarifa, se baseia na Seção 301, a qual investiga práticas comerciais brasileiras que possam prejudicar os interesses dos EUA. Embora haja uma lista de 986 itens que estão isentos, o número de produtos efetivamente exportados pelo Brasil para os Estados Unidos é menor, totalizando 666. O ponto aqui é que, segundo Barral, da consultoria BMJ, as empresas precisam repensar suas estratégias e apresentar petições que evidenciem o impacto que essa tarifa pode causar. Curiosamente, alguns itens, como aeronaves, suco de laranja e certos alimentos, devem permanecer livres dessa nova cobrança. Essa situação exige atenção e adaptação por parte dos exportadores, que precisarão se ajustar a esse novo cenário.
Atualizado há 1 hora
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A CNI destacou a importância do fortalecimento do diálogo entre os dois países para evitar prejuízos econômicos e comprometer uma relação comercial construída ao longo de décadas. Dados da entidade mostram que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos encolheram em 2025, com uma queda de 4,2% em comparação com 2024. Entre os principais segmentos afetados, destacam-se os setores de produtos de metal, madeira, celulose e papel, e veículos automotores. A CNI considera que a consulta pública agendada pelo USTR representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações técnicas e argumentos em defesa da manutenção do fluxo comercial entre os dois países.
Atualizado há 8 horas
A investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos concluiu que o Brasil adota práticas desleais, propondo a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Entre as práticas apontadas que "oneram ou restringem" os EUA estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. A medida já provocou repercussões políticas no Brasil, com declarações do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro. A lista de exceções dos EUA inclui produtos estratégicos como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras.
Atualizado há 2 horas
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou que pretende estabelecer tarifas adicionais de 12,5% sobre as importações do Brasil, como parte de uma medida que envolve 60 países. A decisão está relacionada a investigações de práticas comerciais desleais sob a Seção 301, com foco em práticas de comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. O USTR permitirá comentários públicos sobre as tarifas propostas até 6 de julho, com uma audiência pública marcada para 7 de julho.