
Aumento de Armas Nucleares: Alerta de Observadores Internacionais
Quase todos os nove Estados detentores de armas nucleares começaram a aumentar os seus arsenais ou anunciaram planos nesse sentido, segundo os autores do relatório anual "Nuclear Weapons Ban Monitor".
Reprodução Redes Sociais
Os países que possuem armas nucleares aumentaram a produção e a implantação dessas capacidades no último ano, de acordo com informações de observadores, que classificam essa situação como um "desenvolvimento preocupante". Essa escalada ocorre em um contexto de intensificação dos conflitos armados pelo mundo. Quase todos os nove Estados nucleares — incluindo Rússia, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte — começaram a aumentar seus arsenais ou anunciaram planos para fazê-lo, conforme aponta o relatório anual do "Nuclear Weapons Ban Monitor".
Para se ter uma ideia, o relatório estima que o número de armas nucleares prontas para uso chegou a 9.745 no ano passado, representando um aumento de 141 ogivas em comparação a 2024. Para colocar isso em perspectiva, esse total equivale a 135.000 bombas do tamanho da que foi lançada em Hiroshima. O aumento contínuo no número de ogivas posicionadas é alarmante, pois eleva os riscos de uma rápida escalada de tensões, erros de cálculo e até mesmo o uso acidental desses armamentos.
Além disso, o relatório ressalta a erosão do regime de desarmamento e controle de armas, especialmente com a iminente caducidade do Novo START, que é o último tratado em vigor entre as principais potências nucleares. Até o final de 2025, 99 países já tinham assinado o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, mas, curiosamente, nenhum dos nove países com armas nucleares se juntou a este tratado, preferindo investir na modernização e na expansão de seus arsenais. Isso nos leva a refletir sobre as direções que estamos tomando em termos de segurança global.