
Ativistas de Hong Kong do Tiananmen são condenados por subversão
Condenação de Chow Hang-tung e Lee Cheuk-yan destaca repressão a ativistas em Hong Kong sob a lei de segurança nacional de Pequim.
caption, Chow Hang-tung had also seperately been arrested in June 2021 for "inciting" the public to take part in a Tiananmen vigil
Dois ativistas de Hong Kong, Lee Cheuk-yan, de 69 anos, e Chow Hang-tung, de 41, foram considerados culpados de incitar a subversão do poder estatal, conforme a controversa lei de segurança nacional imposta por Pequim. Ambos enfrentam uma pena máxima de 10 anos de prisão após a condenação, que ocorreu em um contexto de crescente repressão a manifestações e vigílias em memória do massacre da Praça Tiananmen de 1989. Chow, que foi detida separadamente em junho de 2021, incitou o público a participar de uma vigília em memória do evento. A sentença final será definida posteriormente.
O terceiro réu, Albert Ho, de 74 anos, já havia se declarado culpado em janeiro. Os ativistas foram acusados de incitar atos ilegais com a intenção de subverter o poder do estado, em um julgamento que muitos consideram uma afronta à liberdade de expressão em Hong Kong. A cidade, que já foi um dos poucos lugares na China onde as pessoas podiam se reunir para lembrar a repressão, viu suas vigílias proibidas desde 2020, sob a justificativa de políticas de Covid-19.
A lei de segurança nacional, que entrou em vigor em 2020, criminaliza uma ampla gama de atos de dissidência. Na China continental, até mesmo referências indiretas ao massacre de 1989 são banidas. Durante uma vigília no Victoria Park, milhares de pessoas se reuniram para marcar o 30º aniversário da repressão, mas desde então, as autoridades têm reprimido qualquer forma de manifestação.
No tribunal, Chow sorriu ao ouvir o veredito, enquanto Lee fez um gesto de coração em agradecimento aos presentes. Ambos são figuras proeminentes na agora extinta Aliança de Hong Kong (HKA), que apoiou os estudantes durante as manifestações de 1989. A HKA, rotulada como um "tumor tóxico" pelas autoridades, foi fundamental na luta por direitos humanos e reformas democráticas. A organização de direitos humanos Anistia Internacional criticou o caso, afirmando que se baseia em definições vagas de 'subversão'. Sarah Brooks, da Anistia, declarou que ambos são prisioneiros de consciência que devem ser libertados imediatamente.


