Ataques em Ansar: Onze Mortes em Conflito no Líbano
Conflito no Líbano se agrava com ataque israelense que resultou em onze mortes, incluindo crianças, em Ansar, evidenciando a fragilidade do cessar-fogo.
Na manhã de 17 de agosto de 2026, às 19h45, o Oriente Médio enfrenta uma escalada de tensões. Em um ataque devastador próximo a Ansar, o Líbano reportou a morte de ao menos onze pessoas, incluindo três crianças e duas mulheres. Este evento se destaca como um dos mais mortais desde a implementação de um acordo de cessar-fogo em junho, que visava reduzir as hostilidades na região.
De acordo com o primeiro-ministro libanês, sete das vítimas eram civis, atingidos por um bombardeio que destruiu uma casa em Ansar, localizada a cerca de 70 km ao sul de Beirute. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que a operação tinha como alvo um comandante do Hezbollah, uma milícia xiita apoiada pelo Irã, e ocorreu em resposta a um ataque contra suas tropas. A IDF indicou que a família do comandante, alegadamente usada como escudo humano, estava presente no local e também foi ferida.
Além disso, outra série de ataques em Deir al-Zahrani resultou em quatro mortes e cinco feridos, conforme informações do ministério da saúde libanês. O ataque em Ansar, que ocorreu por volta das 4h30 da manhã (01h30 GMT), atingiu uma área onde famílias deslocadas buscavam abrigo, gerando imagens de grandes nuvens de fumaça nas redes sociais, acompanhadas de sirenes ao fundo.
O primeiro-ministro Nawaf Salam expressou indignação, ressaltando que os civis mortos não eram parte da "infraestrutura militar" e apelou para que Israel cesse a escalada de violência, afirmando que "a segurança de nosso povo e o direito à vida em nossa terra não são negociáveis".
A IDF confirmou que o ataque em Ansar foi uma resposta ao incidente na elevação de Ali al-Taher, uma posição estratégica contestada durante o conflito. A IDF declarou que a ação foi direcionada especificamente a Ali Samir al-Haj Hassan, um comandante do Hezbollah, considerado um alvo legítimo segundo o direito internacional, e não aos membros de sua família.
O envolvimento do Líbano no conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã se intensificou em 2 de março, após o Hezbollah lançar foguetes em resposta à morte de seu líder supremo. Em retaliação, Israel iniciou uma campanha de bombardeios em todo o Líbano, ocupando uma parte significativa do sul do país, que representa cerca de 5% do território libanês.
O acordo de cessar-fogo estabelecido em junho prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano e o desdobramento do exército libanês na área. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, também condenou os ataques israelenses que resultaram na morte de uma família inteira em Ansar, denunciando as "repetidas violações" do acordo, que enviam uma "mensagem clara" às negociações lideradas pelos Estados Unidos.