Arquivos: Pilar da Justiça Social na 2ª Conferência Nacional
Margareth Menezes destaca a importância dos arquivos para a cidadania e a democracia durante a 2ª Conferência Nacional de Arquivos em Brasília.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou na manhã de 26 de maio de 2026 da abertura da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (2ª CNArq) em Brasília. Com o tema "Arquivos: agentes da cidadania e da democracia", o evento reuniu especialistas, representantes de instituições públicas, movimentos sociais e membros da sociedade civil. O foco foi debater maneiras de fortalecer a política arquivística nacional e a importância da preservação da memória para garantir direitos e promover a transparência pública.
Organizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em parceria com o Arquivo Nacional e o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), a conferência abordou questões essenciais como governança arquivística, preservação do patrimônio documental, inclusão, acesso à informação e a pluralidade das memórias.
Na abertura, Margareth enfatizou o papel crucial dos arquivos na preservação da história coletiva e na consolidação da democracia. "A cultura é viva. E essa estrutura também do arquivo, onde a gente não só guarda, não é um lugar de guardar, é um lugar de preservar. Preservar história, preservar memória", afirmou, refletindo sobre a função vital dos arquivos na sociedade.
A titular do MinC também destacou que o acesso aos acervos é fundamental para aprofundar a compreensão sobre a formação social brasileira e para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas. "Precisamos entender melhor a história deste país, reformular nossas narrativas para construir um Brasil mais justo e que abrace seu povo", completou.
Ao discutir a participação social como um pilar da democracia, Margareth lembrou de iniciativas promovidas pelo Ministério da Cultura, como a revitalização de conselhos e consultas públicas, além da realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura, agendada para 2024, após uma década sem ser realizada.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ressaltou a importância estratégica dos arquivos para o funcionamento do Estado. "Os arquivos são instrumentos de gestão, transparência e cidadania. Sem eles, o Estado não se conhece, não aprende com sua história e muito menos planeja seu futuro", afirmou, enfatizando a necessidade de uma gestão eficaz.
Mônica Lima, diretora-geral do Arquivo Nacional, avaliou que a realização da conferência reafirmou o papel central dos arquivos na vida pública brasileira. "Estar reunidos hoje é, por si só, uma afirmação do valor dos arquivos para a vida pública, para a memória coletiva e para a construção democrática do nosso país", declarou.
Isadora Brito, secretária nacional de Participação Social da Presidência da República, posicionou a conferência como parte da retomada dos espaços de escuta e formulação coletiva no Brasil. "Esse espaço é a consolidação da reintegração do processo de participação social em nosso país", pontuou.
Na primeira mesa da conferência, Margareth Menezes voltou a defender a memória como um instrumento de justiça social e reparação histórica, sublinhando a importância da transversalidade das políticas culturais para democratizar o acesso aos acervos e reconhecer as múltiplas histórias do Brasil.
