Apple Music Introduz Selo para Músicas com Inteligência Artificial
A nova medida visa aumentar a transparência sobre músicas criadas com IA, em resposta a demandas da indústria musical. Entenda as implicações.
O Apple Music está prestes a implementar um novo sistema que irá identificar músicas criadas com o auxílio de inteligência artificial generativa. Essa sinalização se tornará obrigatória para gravadoras e distribuidoras quando a tecnologia tiver desempenhado um papel significativo na composição da faixa. Conforme informações do Hollywood Reporter, a plataforma já comunicou seus parceiros da indústria sobre a chegada desse selo, prevista ainda para este ano, embora a data exata de lançamento ainda não tenha sido divulgada. Essa mudança ocorre em resposta a demandas de entidades como a Recording Industry Association of America (RIAA) e a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que defendem uma maior transparência em relação a esse tipo de conteúdo. No Brasil, é importante mencionar que o custo da assinatura do Apple Music aumentou para R$ 23,90 no mês passado, refletindo um ajuste nos preços das assinaturas da Apple. Desde março, a Apple já havia exigido que as distribuidoras indicassem faixas que utilizassem IA por meio de etiquetas de transparência. Agora, essas informações deverão ser apresentadas diretamente aos ouvintes. Com as novas diretrizes, os criadores terão que utilizar as “AI Transparency Tags” sempre que a inteligência artificial tiver tido uma participação relevante na produção da música. Por outro lado, a empresa ainda não forneceu detalhes sobre como pretende monitorar essas informações ou quais penalidades poderão ser aplicadas caso gravadoras e distribuidoras não informem sobre o uso da tecnologia. O que se sabe é que a Apple tem a capacidade para realizar essa fiscalização. Oliver Schusser, chefe global do Apple Music, mencionou em uma entrevista à Billboard: “desenvolvemos internamente tecnologias que nos permitem ver que tipo de música as pessoas estão enviando, e qual modelo de IA está sendo utilizado”. Vale destacar que o Spotify também implementou, desde abril, um sistema voluntário para rotular faixas feitas com IA. Contudo, a abordagem da plataforma é diferente, pois pretende tratar essas músicas como um conteúdo separado e opcional. Recentemente, a empresa anunciou que elas não farão parte do sistema de recomendação. Já o Apple Music não esclareceu se adotará uma estratégia semelhante. Essa novidade surge em meio a uma coalizão de organizações da indústria musical que se uniram para criar um sistema padronizado de identificação para músicas geradas por IA. A proposta é que a tag seja semelhante à usada para identificar conteúdo explícito. Em julho, o grupo sugeriu a criação de duas tags e expressou preocupação com o crescente volume de músicas sintéticas, que já representam uma parte significativa dos envios para os principais serviços de streaming. Schusser revelou em abril que cerca de um terço dos uploads mensais eram de conteúdo gerado por IA. Entretanto, isso não necessariamente indica uma alta demanda: no mês seguinte, a Apple estimou que essas músicas representavam menos de 1% do total de execuções em seu catálogo, com a maioria delas não registrando sequer uma execução. Portanto, o Apple Music está se preparando para introduzir um selo que identificará músicas feitas com IA.
