Apple atinge valor de mercado de US$ 5 trilhões em 2026
Com um fechamento histórico, a Apple se torna a segunda empresa a ultrapassar a marca de US$ 5 trilhões, seguindo a Nvidia.

A Apple encerrou o pregão de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, com um valor de mercado impressionante de US$ 5,005 trilhões, equivalente a aproximadamente R$ 25,2 trilhões na conversão direta. Este marco é significativo, pois representa a primeira vez que a fabricante do iPhone termina uma sessão acima desse patamar, conforme noticiado pelo Wall Street Journal.
Vale destacar que a Apple se tornou apenas a segunda empresa a alcançar esse feito; a primeira foi a Nvidia. No dia, as ações da Apple subiram 0,5%, resultando em um recorde de fechamento para a companhia.
Embora o valor de mercado da Apple já tivesse ultrapassado essa cifra em seis ocasiões durante as negociações, a empresa não havia conseguido manter essa avaliação até o final do pregão. O que torna este resultado especial é o fato de que a marca foi mantida até o fechamento do mercado. A Nvidia, por sua vez, atingiu esse nível há um ano, impulsionada pela alta demanda por seus chips voltados para inteligência artificial.
Quando falamos em capitalização de mercado, é importante lembrar que ela é calculada multiplicando o preço das ações pelo número de papéis em circulação. Isso significa que esse indicador pode oscilar a cada sessão de mercado.
O recorde da Apple surge em um momento de grande expectativa em relação a novos dispositivos e a uma transição de liderança. John Ternus, o novo CEO da Apple, assumiu o cargo em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook, que agora ocupa a presidência executiva do conselho de administração, após 15 anos à frente da empresa.
Antes de se tornar CEO, Ternus era vice-presidente sênior de engenharia de hardware e esteve envolvido no desenvolvimento de diversos produtos icônicos da Apple, como iPhones, Macs e AirPods.
Segundo o Wall Street Journal, durante a gestão de Cook, o valor de mercado da Apple cresceu treze vezes. Esse crescimento abrangeu a expansão da divisão de serviços e o lançamento de produtos como o Apple Watch e os AirPods, além de iniciativas como recompras de ações e distribuição de dividendos.
Entretanto, a valorização das ações acontece em um cenário de aumento de custos. O jornal americano aponta que o encarecimento de chips de memória e armazenamento impactou os preços de iPhones, Macs e iPads. Em resposta, a Apple teve que aumentar os preços, inclusive para modelos anteriores de iPhone, que normalmente veriam seus preços reduzidos.
O analista do Bank of America, Wamsi Mohan, acredita que os consumidores continuarão dispostos a pagar mais pelos novos aparelhos, o que poderia ajudar a manter o lucro total, mesmo diante da pressão sobre as margens de lucro.
Além disso, ele menciona o iPhone Duo dobrável e a nova versão da Siri como possíveis atrativos para a troca de aparelhos. A assistente, reformulada com a colaboração do Google, finalmente foi lançada com o iOS 27 em setembro, após vários adiamentos.
