Apenas 3% das aplicações do Gemini usam automação avançada
Pesquisa do Google revela que a maioria das interações com o Gemini são simples e não substituem funções humanas, mesmo em um cenário de demissões em massa.

O Google divulgou uma pesquisa que analisa o uso do Gemini no ambiente de trabalho, revelando que apenas 3% das aplicações utilizam automação em larga escala. Este dado gera preocupação entre profissionais, especialmente em um momento em que muitas empresas consideram substituir funcionários com inteligência artificial. O estudo mostra que a ferramenta é mais utilizada como apoio nas tarefas diárias do que para executar funções de forma autônoma. Surpreendentemente, 75% das interações com o Gemini são consultas simples, e apenas 10% das conversas em contextos considerados 'cognitivos' visam automatizar completamente atividades. Isso indica que os funcionários ainda são responsáveis por conceber soluções, que são implementadas com a ajuda da IA.
Além disso, 86% das interações ocorrem fora do ambiente de trabalho. A pesquisa, que seguiu a metodologia ATLAS (Activity, Task, Landscape and Adoption Study), analisou 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem essa tecnologia. Segundo o The Wall Street Journal, quando usada adequadamente, a tecnologia pode valorizar os trabalhadores.
Entretanto, a realidade é complexa. O setor de tecnologia já enfrentou mais de 120 mil demissões, com empresas como Microsoft e Amazon cortando milhares de postos de trabalho. Muitas demissões são justificadas pela ideia de que a IA está transformando a dinâmica do trabalho, embora o estudo do Google não sustente a ideia de que automações estão substituindo humanos.
Profissionais técnicos frequentemente usam o google-renomeia-notebooklm-para-gemini-notebook-o-que-muda" class="keyword-link" data-keyword="gemini">Gemini para consultas específicas, mas existem lacunas significativas, como a falta de dados sobre modelos voltados para o Enterprise e o Workspace, onde acessos são privados. O levantamento também destaca que o uso da IA está mais associado a cargos de liderança em regiões com maior poder aquisitivo, com um aumento no uso da IA de 2,5% a cada 1% de elevação na faixa salarial. Esses dados sugerem que as IAs complementam e potencializam as funções dos trabalhadores, ao invés de substituí-los.
