Anvisa Permite Venda de Remédios na Shopee por Farmácias
Mudança na regulamentação traz novas oportunidades para farmácias, permitindo a venda de medicamentos na Shopee, conforme lei recente.
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Na última quinta-feira, dia 6 de agosto de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma mudança significativa ao revogar a proibição da venda de medicamentos na plataforma Shopee. Agora, farmácias estão autorizadas a comercializar produtos devidamente regularizados pelo órgão. Essa decisão é respaldada pela lei 15.357, que entrou em vigor em 20 de março de 2026, permitindo que farmácias e drogarias licenciadas utilizem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para facilitar a logística e entrega aos consumidores. Além disso, a mesma legislação também autorizou a venda de medicamentos em supermercados, desde que em áreas físicas específicas. Após a decisão, no dia 7 de agosto, entidades representativas do setor farmacêutico no Brasil, como Abafarma, Abcfarma, Abradilan, Abrafarma e Febrafar, enviaram um documento à Anvisa solicitando esclarecimentos sobre os impactos dessa nova política. As associações buscam entender os limites para a venda de medicamentos por meio de plataformas digitais, em um momento de adaptação e reflexão para o setor.
Atualizado há 2 horas
Além da Shopee, a Anvisa também revogou medidas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos em outras plataformas digitais, como iFood, Rappi, Mercado Livre e Americanas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de agosto de 2026, permitindo que essas empresas explorem o mercado de medicamentos, desde que sigam a regulamentação que ainda será editada. A Lei nº 15.357/2026, que entrou em vigor em março, também impacta essas novas permissões, atualizando regras antigas do comércio farmacêutico. O Mercado Livre, por exemplo, já se preparava para essa mudança com a aquisição da Cuidamos Farma, aprovada pelo Cade. No entanto, a venda de medicamentos por vendedores comuns e lojistas terceirizados ainda não está permitida nessas plataformas, o que gera debates e pedidos de regulamentação específica por parte de entidades como a Abrafarma.
