André Mendonça Decide pela Liberação de Filho do 'Careca do INSS'
Na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, o STF determinou medidas cautelares para Romeu Carvalho, investigado por fraudes no INSS, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes.
Na última quarta-feira, 9 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela soltura de Romeu Carvalho Antunes. Ele está sendo investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Desde o dia 18 de dezembro de 2025, Romeu estava sob prisão preventiva após ser alvo de uma fase dessa operação. É importante ressaltar que ele é filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', que permanece preso.
Agora, a prisão de Romeu foi convertida em medidas cautelares: ele usará uma tornozeleira eletrônica, não poderá deixar o país e deverá entregar seu passaporte. Além disso, ele está proibido de se comunicar, seja direta ou indiretamente, com outros investigados e testemunhas da mesma operação.
O ministro Mendonça também impôs restrições adicionais. Romeu não poderá frequentar entidades associativas que tenham relação com ele e não terá acesso às instalações do INSS e da Dataprev, a empresa pública que gerencia os dados da autarquia. Mendonça determinou que ele deve permanecer na comarca de sua residência, e qualquer viagem para fora dessa área precisará de autorização judicial.
Na sua decisão, o ministro justificou: "No caso de Romeu, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida." Ele enfatizou que a análise deve considerar, entre outros fatores, o estágio da investigação, a possibilidade de monitoramento dos deslocamentos de Romeu e a proibição de contato com outros envolvidos.
Outro ponto importante na decisão foi a saúde de Romeu. A defesa apresentou informações que revelaram que ele havia sido internado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, devido a cólicas intensas, febre e vômitos causados por cálculos renais. Um dos cálculos estava obstruindo o ureter direito. Isso ocorreu em junho, e na avaliação para a soltura, Mendonça ressaltou que as condições de saúde de Romeu indicam uma fragilidade que exige cuidados médicos, o que também contribuiu para a decisão de substituir a prisão.
Entretanto, é importante destacar que a liberdade concedida a Romeu não teve o apoio da Procuradoria Geral da República (PGR). A PGR reiterou a seriedade das acusações contra ele e alertou que a soltura poderia representar um risco à ordem pública e à continuidade da investigação.
Ainda na mesma quarta-feira, o ministro André Mendonça também determinou a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS. Ele é investigado pela Polícia Federal por suposta participação no desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões. Assim como Romeu, Virgílio terá sua prisão convertida em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com outros investigados, além de não poder acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.