Anatel Prorroga Testes da Starlink com Vivo até 2029
A Anatel estendeu até abril de 2029 a autorização para a Vivo testar tecnologia D2D, que conecta celulares a satélites, em todo o Brasil.
A Anatel decidiu prorrogar até abril de 2029 a autorização que permite à Telefônica Brasil, controladora da Vivo, realizar testes com a tecnologia Direct-to-Device (D2D). Essa tecnologia inovadora possibilita a conexão de celulares diretamente a satélites, abrangendo todo o território nacional e viabilizando a exploração comercial do serviço, respeitando as normas do ambiente regulatório experimental.
O Ato nº 11.334 foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, permitindo à Vivo realizar testes sem restrições quanto ao número de estações móveis conectadas. A autorização anterior, emitida em julho, previa o término das atividades para 22 de outubro deste ano.
De acordo com informações do TeleSíntese, essa prorrogação foi solicitada pela própria operadora, que argumentou que o tempo estipulado inicialmente não seria suficiente para a realização de testes representativos.
Em outro ponto, a SpaceX comunicou à FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, que obteve autorização para operar no Brasil, mas pediu que o nome da operadora parceira fosse mantido em sigilo. Tudo indica que essa operadora seja a Vivo, já que negociações foram confirmadas por fontes consultadas pelo Tecnoblog.
A Vivo está ligada à rede de satélites Starlink e ao serviço Starlink Mobile, anteriormente conhecido como Direct-to-Cell, que já está em funcionamento nos Estados Unidos e em outros países, como Austrália e Chile. No site da empresa, o Brasil é destacado como um dos próximos países a receber o serviço.
Falando sobre a tecnologia D2D, ela permite que celulares compatíveis se conectem diretamente aos satélites, eliminando a necessidade de antenas parabólicas ou outros equipamentos externos. Nos Estados Unidos, a T-Mobile oferece esse serviço em seus planos mais completos, mas clientes de outras operadoras podem acessá-lo por uma taxa extra de US$ 10, o que equivale a cerca de R$ 52.
Além disso, a Claro também realizou testes experimentais com essa tecnologia em um sandbox anterior em São Luís, no Maranhão, em parceria com a Lynk Global, uma empresa americana. Contudo, até o momento, não há indícios de que a Claro planeje adotar o serviço.
A autorização da Anatel também permite que a Telefônica utilize as frequências de 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz, com uma canalização de 5 MHz em cada faixa e uma potência de emissão de até 100 W. O serviço está classificado como Serviço Limitado Privado (SLP) e utiliza o licenciamento de estações do Serviço Móvel Pessoal (SMP).
É importante ressaltar que as transmissões operam em caráter secundário, o que significa que a Vivo não tem direito a proteção contra interferências e deve interromper imediatamente os testes caso suas transmissões causem interferências em outros sistemas de telecomunicações autorizados no Brasil.
