Anatel Bloqueia Empresas Após 4,3 Milhões de Chamadas Fraudulentas
Agência intensifica combate ao spoofing com novas medidas contra empresas envolvidas em chamadas fraudulentas.
A Anatel avança na luta contra ligações fraudulentas e, no dia 16 de setembro de 2026, emitiu seis despachos para rastrear e bloquear empresas que realizam chamadas com identificador falsificado, uma prática conhecida como spoofing. Apenas uma das empresas fiscalizadas foi responsável por impressionantes 2,6 milhões de ligações fraudulentas. O spoofing refere-se à alteração do número exibido no identificador de chamadas, podendo causar confusão e prejuízos aos consumidores. Embora existam usos legítimos dessa prática, como em empresas com múltiplos ramais, a Anatel busca coibir abusos. Os protocolos SS7, desenvolvidos em um contexto de maior confiança entre as telecomunicações, permitem essa manipulação. O projeto Origem Verificada visa mitigar essa questão, utilizando os protocolos STIR/SHAKEN para validar os dados dos identificadores de chamadas. Nos novos despachos, a Anatel decidiu proibir duas empresas de originar chamadas. A ELO Contact Center Serviços S.A. e a Voros Telecomunicações S/A foram suspensas, com a Elo responsável por 1.758.179 chamadas fraudulentas e a Voros por 2.600.527, utilizando redes da TIM, Algar, Surf, Datora e Foco Telecom. O bloqueio da Elo terá duração de um mês, enquanto o da Voros não possui prazo definido, devido à sua operação clandestina. A Anatel também está elaborando relatórios sobre 199 milhões de chamadas feitas por TIM, Surf Telecom, Algar e Itelco, incluindo ligações internacionais da empresa americana US Matrix. As estimativas da Anatel podem subestimar a gravidade do problema, pois se basearam em amostras coletadas em horários específicos, com a expectativa de que a situação real seja ainda mais alarmante.
Atualizado há 2 horas
A Anatel emitiu seis medidas cautelares que impactam diretamente as operadoras Algar, Itelco, Surf e TIM, com o objetivo de intensificar o combate ao spoofing. As operadoras têm prazos definidos para bloquear tráfegos associados a empresas investigadas, como a Voros e a ELO Contact Center. Além disso, a Anatel determinou que a Algar e a TIM apresentem relatórios detalhados sobre a origem e as rotas utilizadas por milhões de chamadas suspeitas. O descumprimento dessas determinações poderá resultar no bloqueio das rotas e conexões envolvidas.
