Anatel Autoriza Sistema Anti-Spam da Vivo: Entenda a Decisão
A Anatel aprova o Vivo Anti Spam, sistema que filtra chamadas indesejadas, após análise de reclamações e mudanças nas regras de ativação.
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Vivo a continuar oferecendo seu serviço Vivo Anti Spam, que visa filtrar chamadas indesejadas para seus clientes. Essa decisão, divulgada em 16 de agosto de 2026, foi tomada após a Superintendência de Competição rejeitar pedidos de outras operadoras, como a TIM. A Anatel analisou mais de dez reclamações registradas antes de chegar a essa conclusão.
O Vivo Anti Spam, em operação desde dezembro de 2024, se destaca por filtrar chamadas assim que entram na rede da operadora, o que significa que o telefone nem chega a tocar. Em junho de 2026, o serviço passou a ser ativado por padrão para todos os usuários, uma mudança que gerou descontentamento entre empresas do setor, especialmente call centers, que notaram uma queda na taxa de completude das ligações.
O Tecnoblog buscou posicionamento das empresas afetadas, e a TIM optou por não se manifestar. A Anatel, por sua vez, confirmou a decisão e ressaltou que essa autorização "não confere liberdade irrestrita às prestadoras para bloquear chamadas". O texto será atualizado assim que a Vivo se pronunciar.
A Vivo esclareceu que o Vivo Anti Spam utiliza um método inteligente para identificar chamadas indesejadas, analisando o tráfego em tempo real. Um dos critérios é o volume de chamadas de números específicos, embora a operadora nunca tenha revelado as regras exatas da filtragem. O serviço é gratuito para clientes pós-pagos e controle, mas não para pré-pagos.
A operadora informou que a referência técnica utilizada é a "capacidade máxima de geração de chamadas por um ser humano", levando em conta a interação manual, o tempo de processamento e o intervalo entre chamadas. A taxa de erro do sistema é estimada em 0,009% por mês, principalmente devido a inconsistências entre a empresa que liga e o CNPJ registrado.
A decisão da Anatel, divulgada em 13 de agosto, parece ter potencial para acalmar os ânimos no setor. A agência acredita que o modelo da Vivo pode servir como padrão para outras operadoras e não encontrou problemas na ativação obrigatória do serviço. Os diretores da Anatel solicitaram que a Vivo aumente a transparência sobre a ferramenta, estabelecendo um prazo de cinco dias úteis para que a companhia cumpra essas exigências.
