Americanas Avança na Venda do Natural da Terra ao Oba

A venda das lojas do Natural da Terra para o Oba é crucial para a recuperação judicial da Americanas e fortalece a presença do Oba no mercado paulista.

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Americanas Avança na Venda do Natural da Terra ao Oba
Reprodução Redes Sociais

24/10/2026, 10h47

Atualizado há 24 minutos

A Americanas (AMER3) está avançando com seu plano de venda das lojas deficitárias do Natural da Terra para a rede Oba Hortifruti. O negócio, fechado em maio por R$ 69,3 milhões, já viu a conclusão da venda da sexta unidade, entre as dez previstas no contrato, conforme anunciou a empresa na última quinta-feira, dia 22.

Essas vendas fazem parte do processo de recuperação judicial da Americanas. Os valores recebidos, tanto à vista quanto nas parcelas futuras, estão sendo direcionados para uma conta específica, com o objetivo de amortizar de forma extraordinária as debêntures da companhia, em conformidade com seu plano de reestruturação.

Na terça-feira, dia 20, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim da recuperação judicial da Americanas. Vale lembrar que a empresa havia solicitado o encerramento do processo em março. A Americanas recorreu à proteção contra credores em janeiro de 2023, quando suas dívidas atingiam a impressionante cifra de R$ 43 bilhões, após o surgimento de inconsistências contábeis que somavam cerca de R$ 20 bilhões.

Desde então, a varejista tem trabalhado para reduzir suas operações, reformular sua abordagem no e-commerce e focar na recuperação de suas lojas físicas. A venda das lojas do Natural da Terra é um passo importante nesse caminho.

Por outro lado, o Oba Hortifruti vê nessa aquisição uma oportunidade estratégica. A compra de lojas deficitárias pode ser uma forma eficaz de ganhar escala e potencializar a conversão de clientes. No setor de varejo de vizinhança e hortifrúti, a localização das lojas é um ativo extremamente valioso, e muitas das unidades do Natural da Terra estão situadas em bairros nobres e com alto poder aquisitivo no Estado de São Paulo, que é precisamente o público-alvo do Oba.

O setor de varejo alimentar está passando por um momento significativo de consolidação. Ao adquirir dez lojas de uma só vez, o Oba consegue expandir sua presença no mercado paulista de maneira muito mais ágil do que se tivesse que buscar terrenos, obter alvarás e construir novas unidades do zero.

Para a sexta loja adquirida, o Oba Hortifruti pagou à vista R$ 660,6 mil, o que representa 6,3% do valor total da operação. De acordo com o comunicado, descontados os custos de fusão e aquisição, o saldo restante foi alocado para a amortização extraordinária das debêntures da 22ª emissão da empresa, seguindo as diretrizes do seu processo de recuperação judicial.

O montante restante a ser pago pelos ativos da sexta unidade será quitado em 24 parcelas mensais, iguais e consecutivas, que serão corrigidas pela variação positiva do CDI a partir da data de fechamento do negócio. O primeiro pagamento está previsto para o dia 15 do mês seguinte.

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