Alerta da Proteção Civil: Pioras climáticas e evacuação de 900 pessoas
Autoridades alertam para rajadas de vento que poderão superar os 100 km/h, além de um maior risco de queda de árvores e de infraestruturas. Quase 900 pessoas foram deslocadas desde o início das tempestades.
A Proteção Civil emitiu um alerta crítico sobre a chegada da depressão Marta, prevista para esta noite, com chuvas intensas e rajadas de vento entre 100 e 110 km/h. O Comandante Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, informou que a região entre Leiria e o Algarve será especialmente afetada, considerando a situação "extremamente preocupante". Ele destacou o risco elevado de movimentos de massa, como deslizamentos de terra, e alertou para a atenção em áreas próximas a muros e inclinações, onde a pressão da água é significativa. Atualmente, cerca de 27 mil operacionais estão mobilizados em todo o país, com meios aéreos da ANEPC e da Força Aérea monitorando e realizando evacuações em áreas críticas. Os cursos de água conectados aos principais rios estão sob risco de inundações, afetando especialmente o Douro, Mondego e Tejo. O risco de inundações é alto em vários rios, incluindo o Vouga, Águeda e Sado. Desde domingo, a Proteção Civil registrou 7.517 ocorrências e realocou 884 pessoas, com algumas localidades isoladas. Em Santarém, 250 pessoas foram evacuadas devido às cheias. A solidariedade se manifestou com caminhões da França chegando a Leiria, enquanto o rio Douro também transbordou. Mantenha-se informado sobre as condições climáticas e siga as orientações das autoridades.
Atualizado há 7 horas
A tempestade Marta já chegou a Portugal, tendo entrado em território continental pela zona sul de Lisboa, neste sábado entre as 4:00 e as 6:00 da manhã. O período crítico aguardado mantém-se até às 13:00, começando a abrandar a partir das 15:00.
Treze distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja — o segundo mais grave — devido à agitação marítima, precipitação, ventos fortes e neve.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Beja, Portalegre, Évora e Castelo Branco estão sob aviso laranja de precipitação até às 15:00 deste sábado.
O mesmo nível de alerta estará em vigor, a partir das 06:00 e até às 15:00, nos distritos de Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas de até 100 km/h, podendo atingir 120 km/h nas serras".
O IPMA alertou ainda para a acumulação de neve e para a possível formação de gelo. Os distritos de Braga, Castelo Branco, Viana do Castelo, Vila Real e Guarda estão sob aviso laranja de queda de neve.
Após as 15:00 e até ao final da tarde, espera-se uma melhoria no estado do tempo a sul, mas teme-se mais inundações.
Os efeitos da tempestade Marta vão sentir-se agora com mais intensidade na região Norte do país.
Atualizado há 14 horas
Após as 15:00 e até ao final da tarde, espera-se uma melhoria no estado do tempo a sul, mas teme-se mais inundações. Os efeitos da tempestade Marta vão sentir-se agora com mais intensidade na região Norte do país. Segundo o comandante Mário Silvestre, "houve um deslocamento da depressão Marta para o norte do país, afetando outras regiões que até então não estavam previstas", afirmou o responsável pela ANEPC. Mais de 26.500 socorristas estão em estado de prontidão em Portugal, segundo adiantou o comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, numa comunicação ao fim do dia de sexta-feira. Depois das enchentes dos últimos dias, que o "comboio de tempestades" causou em Portugal (e na Península Ibérica), centenas de estradas ficaram bloqueadas, o tráfego ferroviário foi interrompido e milhares de pessoas foram forçadas a evacuar devido ao aumento do nível das águas. O mau tempo levou três municípios a adiar a votação presidencial de domingo, 8 de fevereiro, para a próxima semana. Partes de Alcácer do Sal ficaram submersas após a subida do rio Sado, obrigando os residentes a abandonar a cidade, situada a 90 quilómetros a sul de Lisboa. O comandante da ANEPC, Mário Silvestre, alertou para o movimento de terras devido à saturação por excesso de água. "Os movimentos de massa, ou seja, as derrocadas, são, neste momento, um risco extremamente significativo. É preciso ter cuidado, por exemplo, com estacionamentos junto a muros que sirvam de parede, barreiras e zonas de algum declive. A pressão da água contra esses muros é extremamente elevada", advertiu. Seis rios mantêm-se sob vigilância das autoridades devido ao elevado risco de cheias: rio Sado, rio Tejo, rio Mondego, rio Sorraia, rio Vouga e o rio Águeda. Mário Silvestre alertou que a previsão era "extremamente preocupante" e apelou à população para estarem atentas "à queda de árvores e de infraestruturas, a evitar deslocações desnecessárias e a não estacionar debaixo de árvores ou perto de muros". O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que visitou as regiões afetadas na sexta-feira, alertou que os danos ultrapassaram os 4,7 mil milhões de euros, segundo um balanço ainda provisório. Em Espanha, grande parte do sul do país, particularmente a Andaluzia, foi colocada em alerta laranja no sábado, assim como o noroeste, que enfrentou chuvas fortes e tempestades violentas, informou a agência meteorológica nacional AEMET.
