AGU Solicita Decisão do STF sobre Afastamento de Andrei Rodrigues
Entenda o pedido da AGU ao STF em meio à controvérsia sobre o afastamento de diretores da Polícia Federal, com implicações políticas significativas.

09/09/2026, 10h34
Atualizado há cerca de 22 minutos
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A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu seguir em frente com o pedido que foi apresentado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Esse pedido é em resposta à decisão do ministro André Mendonça, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
A AGU mantém sua posição, mesmo após o ministro Flávio Dino ter determinado, nesta quarta-feira (9), a reintegração imediata dos dois membros da PF. Jorge Messias, advogado-geral da União, argumenta que a decisão do ministro não substitui o papel da AGU em levar o caso adiante.
Na terça-feira (8), Messias já havia solicitado que Fachin suspendesse a decisão de Mendonça, afirmando que tal medida interferiu nas atribuições do presidente da República e poderia prejudicar o funcionamento da Polícia Federal.
O órgão ainda defendeu que é prerrogativa do presidente Lula nomear e destituir os integrantes dos cargos diretivos da PF. Portanto, segundo a AGU, a decisão de Mendonça teria invadido uma competência do Executivo.
Em meio a essa polêmica, o ministro também mencionou uma reunião em ambiente privado ao questionar o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.
• A ação em questão destaca o uso de recursos públicos e da estrutura estatal em uma homenagem ao presidente promovida pela Acadêmicos de Niterói.
Além disso, a AGU levantou a questão de que o ministro submeteu sua decisão à Segunda Turma do STF, mesmo tendo indicado anteriormente que o caso deveria ser analisado pelo plenário, que conta atualmente com 10 ministros.
Fontes consultadas pela CNN afirmam que Messias apresentou argumentos consistentes para defender a posição da PF e do Palácio do Planalto diante do presidente do STF.
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O afastamento dos diretores da PF ocorreu após Mendonça atender a um requerimento do Partido Novo.
O partido solicitou medidas para preservar as investigações em andamento, especialmente depois que um relatório de cerca de 200 páginas trouxe menções a Rodrigues no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Embora o Partido Novo tenha pedido a prisão do diretor-geral, Mendonça optou pelo afastamento temporário.
Na decisão desta quarta-feira, Dino considerou ilegal o afastamento decidido por Mendonça, argumentando que o Partido Novo não tinha legitimidade para requerer uma medida cautelar de natureza penal.