AGU pede ao STF destituição de ministro por assédio sexual

AGU solicita a destituição do ministro Marco Buzzi, acusado de assédio, marcando um passo inédito na Justiça brasileira.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou, nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a destituição definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. Em agosto, o STJ já havia decidido pela condenação do ministro, após avaliar o processo disciplinar que investigava as acusações feitas contra ele. Na petição apresentada ao STF, a AGU pede que o salário de Buzzi seja suspenso até que haja um julgamento definitivo sobre a ação. Essa iniciativa marca um importante passo, sendo a primeira vez que se busca a perda de cargo desde que o Supremo decidiu acabar com a aposentadoria compulsória como a principal pena para magistrados que cometem faltas disciplinares graves, como venda de sentenças e assédio sexual. As acusações contra Buzzi incluem um episódio em que ele teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar em janeiro deste ano, quando estavam de férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Após o caso ganhar notoriedade, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também denunciou ter sido vítima de assédio sexual. Desde que as acusações vieram à tona, a defesa de Buzzi afirma que ele não cometeu nenhum ato impróprio. O ministro está afastado do cargo, embora ainda tenha a possibilidade de recorrer ao Supremo.

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