
Adoção: Novo App A.Dot Facilita Busca por Crianças e Adolescentes
Lançado no Dia Nacional da Adoção, o A.Dot reúne informações para facilitar a adoção de crianças e adolescentes com necessidades especiais.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um novo aplicativo chamado A.Dot foi lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira, 25 de maio, um dia que marca o Dia Nacional da Adoção. Este aplicativo tem como objetivo reunir informações sobre crianças e adolescentes que enfrentam mais dificuldades para encontrar uma família adotiva. A busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) foca principalmente em crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e aqueles com deficiência ou necessidades de saúde específicas.
A apresentação do A.Dot, que já estava em funcionamento no Tribunal de Justiça do Paraná, ocorreu em um webinário promovido pelo CNJ. Para acessar a tecnologia, os usuários precisam fazer login no portal Gov.br. A partir daí, é possível iniciar o pré-cadastro e acompanhar o processo de habilitação para adoção. O CNJ revelou que atualmente existem 1.801 crianças e adolescentes no Brasil prontos para a busca ativa. Desde 2019, o SNA facilitou mais de 33,5 mil adoções em todo o país, das quais 1.826 foram realizadas por meio desse sistema.
Durante o lançamento, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ressaltou que o aplicativo foi criado para expandir o acesso qualificado às informações e reforçar a proteção integral na adoção e acolhimento. "Esse aplicativo permite que pretendentes devidamente habilitados tenham acesso seguro a informações autorizadas, incluindo conteúdo audiovisual, o que ajuda na tomada de decisões mais conscientes e responsáveis", afirmou Fachin. Para ele, essa tecnologia representa uma forma de atuação que valoriza a cooperação nacional e o compromisso com os direitos fundamentais.
No A.Dot, os usuários podem visualizar os perfis de crianças e adolescentes disponíveis para adoção, com fotos, vídeos curtos e informações essenciais. É importante destacar que o uso da ferramenta requer um compromisso com a proteção da identidade, imagem, intimidade e sigilo das informações. A inclusão de crianças e adolescentes na plataforma só ocorre mediante autorização judicial.
Durante o webinário, o juiz auxiliar da presidência do CNJ e gestor do SNA, Hugo Zaher, destacou que essa iniciativa é pioneira, pois permite uma apresentação mais humanizada e respeitosa das crianças e adolescentes. "Pretendentes habilitados em qualquer parte do país poderão acessar, diretamente pelo celular, a busca ativa de crianças e adolescentes aptos à adoção, superando barreiras geográficas e ampliando as possibilidades", explicou Zaher. Ele acredita que o aplicativo é um passo significativo na consolidação da política nacional de busca ativa no sistema de educação e acolhimento. Além disso, o juiz enfatizou que o objetivo é aproximar histórias e reduzir a invisibilidade que muitas vezes permeia os processos de adoção tardia, de grupos de irmãos e de crianças e adolescentes com necessidades específicas de saúde ou deficiência. "O que buscamos é oferecer visibilidade", concluiu.
