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Ações na Europa sobem com queda do petróleo e setor tecnológico em alta
Índices europeus se recuperam com a baixa nos preços do petróleo e avanço do setor de tecnologia, destacando-se em um cenário global favorável.
Reprodução Redes Sociais
Atualização em 21/09/2026, às 13h14
Os principais índices de ações europeias encerraram o dia em alta nesta segunda-feira (21), recuperando parte das perdas da semana anterior. Essa recuperação foi impulsionada pela queda nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos de dívida europeus. As bolsas se beneficiaram de um ambiente mais favorável para ativos de risco no cenário global, com o setor de tecnologia se destacando como um dos grandes vencedores na Europa.
Ao final do pregão, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou um aumento de 1,04%, atingindo 642,07 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,75%, fechando em 10.739,01 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, avançou 1,07%, alcançando 25.575,01 pontos. O CAC 40, de Paris, também teve uma valorização de 0,92%, subindo para 8.138,94 pontos.
Setor de Tecnologia em Destaque
Dentre os destaques do Stoxx 600, o setor de tecnologia brilhou com uma alta de 1,70%, acompanhando o desempenho positivo desse segmento nas bolsas de Nova York. As ações da Soitec dispararam 9,93%, enquanto as da Aixtron e da ASML subiram 4,91% e 2,50%, respectivamente. O setor bancário também registrou ganhos, com uma valorização de 1,78%. Em contrapartida, o setor de energia fechou em baixa de 0,78%, refletindo as perdas no petróleo ao longo do dia.Queda do Petróleo e Expectativas Diplomáticas
Apesar da incerteza persistente no Oriente Médio, os preços do petróleo caíram significativamente nesta segunda-feira, em meio a relatos sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz e a perspectiva de retomar conversas diplomáticas para resolver o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou à Fox News estar aberto a se reunir com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian durante a Assembleia Geral da ONU, que acontece nesta semana.Os analistas de ações do Goldman Sachs observaram que, embora o mercado acionário europeu enfrente pressão devido ao aumento recente dos rendimentos dos títulos de dívida, as bolsas têm mostrado resiliência. De acordo com a equipe de analistas, essa estabilidade é atribuída aos lucros corporativos sólidos e à visão dos investidores de que o cenário atual é de "crescimento resiliente, e não de uma recessão iminente".
"O risco no curto prazo é uma consolidação, e não um mercado de baixa", afirmam. "Com os bancos centrais adotando uma postura mais rigorosa, as taxas ainda sendo ajustadas para cima e a crescente incerteza política, é mais provável que vejamos mercados lateralizados ou um desempenho um pouco mais fraco." Apesar disso, o banco permanece investindo em setores considerados “temas estruturais de investimento”, como inteligência artificial, defesa, infraestrutura e financeiro.
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Atualizado há menos de 1 hora
No cenário macroeconômico, a taxa de desemprego na zona do euro permaneceu inalterada em 6,4% em setembro. Além disso, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do bloco econômico avançou para 52,9 pontos em setembro, marcando seu maior nível em 52 meses.


