75% dos MEIs afirmam que formalização aumentou vendas

Pesquisa do Sebrae revela que a formalização é crucial para o crescimento das vendas entre microempreendedores individuais no Brasil.

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75% dos MEIs afirmam que formalização aumentou vendas
Reprodução Redes Sociais

A formalização tem mostrado ser uma grande aliada para os microempreendedores individuais (MEI), contribuindo significativamente para o aumento das vendas. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, intitulada "Perfil do MEI e da MPE", revelou que 75% dos MEIs perceberam esse impacto positivo após se formalizarem. Este é um resultado notável, pois representa o melhor desempenho já registrado na série histórica. Para se ter uma ideia, em 2019, 71% dos entrevistados tinham essa visão, enquanto em 2022 esse número caiu para 69%, mas em 2024 houve uma recuperação, chegando a 74%. A pesquisa entrevistou 14 mil pequenos negócios em todo o Brasil. Os dados também apontam que o Ceará lidera nesse aspecto, com 81% dos MEIs afirmando que a formalização os ajudou a vender mais. Outros estados que se destacam são Mato Grosso e Piauí, ambos com 80%, e o Distrito Federal, onde 79% dos microempreendedores compartilham dessa opinião. Mas, quais são as razões que levam os MEIs a se formalizarem? Os dados corroboram o que já havia sido evidenciado em uma pesquisa anterior, divulgada pelo Sebrae em agosto, que indicou que a renda dos empreendedores com CNPJ pode ser quase três vezes maior do que a dos trabalhadores informais. Na prática, quem se formaliza pode ver sua renda aumentar em até 25%. Além disso, a crescimento" class="keyword-link" data-keyword="formalização">formalização abre portas para acesso a crédito, oportunidades em licitações e vendas para um número maior de empresas. E, claro, não podemos esquecer das compras públicas, que representam uma verdadeira mina de oportunidades. Décio Lima, presidente do Sebrae, destacou que entre as micro e pequenas empresas, três em cada quatro empresários (75%) notaram um aumento na renda após abrir a empresa. Os estados onde as respostas positivas foram mais prevalentes incluem Amazonas (82%), Piauí (82%) e Mato Grosso do Sul (81%). Quando se trata de motivos para abrir uma empresa nas MPE, a preferência pelo empreendedorismo se destaca. Antes de se formalizarem como MEI, 57% trabalhavam com carteira assinada, enquanto 11% estavam no setor informal e 9% eram empregados sem registro. A pesquisa também revela que mais de 68% dos microempreendedores individuais não estariam dispostos a fechar suas empresas, mesmo se recebessem uma proposta para trabalhar em sua área, com um salário equivalente ao que faturam como empreendedores. A preferência por continuar empreendendo é ainda mais acentuada entre aqueles que abriram seus negócios por oportunidade; nesse grupo, apenas 18% considerariam voltar a ser funcionários. Por outro lado, entre aqueles que se aventuraram no empreendedorismo por necessidade, 43% aceitariam fechar a empresa para retornar ao mercado formal como empregados. No contexto das microempresas e empresas de pequeno porte, é interessante notar que metade dos entrevistados já atuava como empregados com carteira assinada antes de abrir o próprio negócio. Além disso, 10% eram empreendedores informais e 9% já eram MEIs. A grande maioria dos empresários desse segmento (80%) não cogita fechar seus negócios para se tornarem funcionários, mesmo se a oferta de salário for equivalente ao faturamento atual.

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