
15 Agentes da PSP e Civil Presos por Tortura em Lisboa
Detenções ligadas a crimes graves em esquadras marcam desdobramento no caso de tortura, com motivações racistas sendo investigadas.
Reprodução Redes Sociais
Na manhã de 5 de maio de 2026, 15 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) foram detidos em Lisboa, em conexão com um grave caso de tortura na esquadra do Rato e no Bairro Alto. As detenções estão relacionadas a crimes como ofensas à integridade física e violação, ocorridos entre 2024 e 2025. Além disso, outros nove policiais já estão em prisão preventiva por conta desse mesmo processo.
O Ministério Público e a PSP informaram sobre 14 buscas em residências e 16 em esquadras, conforme noticiado pela agência Lusa. Motivações racistas e xenófobas parecem estar na raiz desses crimes, marcando um desdobramento significativo, sendo a terceira operação policial relacionada a alegações de tortura e violação por parte de agentes na esquadra do Rato.
Os acusados, em grande parte, direcionaram suas ações a vítimas vulneráveis, como dependentes de drogas, sem-teto e estrangeiros. Dentre os detidos, um jovem de 22 anos é considerado o principal arguido, enfrentando acusações de 29 crimes, incluindo cinco de violação e sete de abuso de poder. Outro agente é acusado de sete crimes, sendo três de abuso de poder e dois de tortura.
As denúncias revelam que os agentes agrediam os detidos com socos, chapadas e coronhadas, registrando essas ações em vídeos e fotos. Um caso chocante envolve um cidadão marroquino, que, segundo relatos, foi sodomizado com um bastão e agredido após ser levado em um carro-patrulha.
Em março de 2026, sete outros agentes já haviam sido detidos e estão sob prisão preventiva. O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, reafirmou a postura de 'tolerância zero' da instituição diante de alegações tão graves. Ele destacou que a confiança dos cidadãos na força policial é fundamental, apesar das alegações de má conduta que precisam ser investigadas.
Atualizado há 2 horas
A Polícia de Segurança Pública (PSP) instaurou um processo disciplinar a um agente suspeito de ter alertado os polícias da esquadra do Rato sobre a investigação em curso. Este agente foi identificado e transferido de local de trabalho. O tribunal determinou a aplicação de prisão preventiva a quatro dos agentes detidos, enquanto outros dez ficaram em liberdade, mas com restrições. Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp. O tribunal considerou que motivações racistas e xenófobas podem estar na origem dos crimes.
Atualizado há 8 horas
A Polícia de Segurança Pública (PSP) instaurou um processo disciplinar a um agente suspeito de ter alertado os polícias da esquadra do Rato sobre a investigação em curso. Este agente foi identificado e transferido de local de trabalho. O tribunal determinou a aplicação de prisão preventiva a quatro dos agentes detidos, enquanto outros dez ficaram em liberdade, mas com restrições. Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp. O tribunal considerou que motivações racistas e xenófobas podem estar na origem dos crimes.


